{"id":186,"date":"2023-08-22T17:35:45","date_gmt":"2023-08-22T20:35:45","guid":{"rendered":"https:\/\/tocommst.mst.org.br\/?p=186"},"modified":"2023-08-22T17:35:45","modified_gmt":"2023-08-22T20:35:45","slug":"stedile-na-cpi-do-mst-o-que-a-midia-comercial-viu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tocommst.mst.org.br\/?p=186","title":{"rendered":"Stedile na CPI do MST: o que a m\u00eddia comercial viu?"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Alex Pegna Hercog <br \/>Do Intervozes<\/em><\/p>\n<p>A chegada de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/08\/16\/video-veja-os-destaques-do-depoimento-de-joao-pedro-stedile-a-cpi-do-mst\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jo\u00e3o Pedro Stedile \u00e0 \u201cCPI do MST\u201d<\/a>\u00a0foi marcada por um cortejo. M\u00e3es e filhas de santo seguiram de m\u00e3os dadas com o l\u00edder sem terra numa prociss\u00e3o pelos corredores da C\u00e2mara Federal junto a parlamentares e demais representantes do movimento social. Na porta da sala da comiss\u00e3o, seguran\u00e7as restringiam o acesso, e o pr\u00f3prio Stedile\u00a0\u2013\u00a0convocado para depor na condi\u00e7\u00e3o de testemunha \u2013 teve dificuldade para entrar.<\/p>\n<p>No entanto, enquanto se via uma homenagem carregada de simbolismo e apoio ao depoente, a m\u00eddia enxergava uma confus\u00e3o. De acordo com o jornal\u00a0<em>O Globo<\/em>, \u201cchegada de Stedile tem bate-boca e troca de empurr\u00f5es\u201d. O ve\u00edculo preferiu ignorar o cortejo que conduziu o l\u00edder nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e optou por reproduzir um v\u00eddeo do momento de sua entrada na comiss\u00e3o, onde era poss\u00edvel ver a dificuldade de acessar a sala.<\/p>\n<p>As pessoas tendem a enxergar aquilo que querem ver. E o que \u00e9 visto ou invisibilizado pela m\u00eddia j\u00e1 diz muito sobre sua narrativa e interesses. Portanto, n\u00e3o surpreende que o que mais tenha chamado a aten\u00e7\u00e3o do jornal\u00a0<em>O Globo<\/em>\u00a0tenha sido o empurra-empurra no acesso \u00e0 Comiss\u00e3o. Associar atos violentos ao MST \u00e9 uma pr\u00e1tica comum, n\u00e3o apenas por este ve\u00edculo, mas pelos principais grupos de m\u00eddia comercial. \u00c9 o que vem apontando esta s\u00e9rie \u201cVozes Silenciadas \u2013 quem quer calar a luta dos sem-terra?\u201d, que acompanha a cobertura midi\u00e1tica em rela\u00e7\u00e3o ao MST no per\u00edodo relacionado aos trabalhos da atual Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI), instalada na C\u00e2mara em 17 de maio de 2023. Est\u00e3o sendo analisadas seis m\u00eddias privadas (<em>O Estado de S.Paulo<\/em>,\u00a0<em>Folha de S.Paulo<\/em>,\u00a0<em>O Globo<\/em>,\u00a0<em>Jornal Nacional<\/em>,\u00a0<em>Portal R7<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Agromais<\/em>) e uma p\u00fablica (<em>Ag\u00eancia Brasil<\/em>).\u00a0<\/p>\n<p>Durante a CPI do MST, a maioria das mat\u00e9rias publicadas pelas m\u00eddias pesquisadas associavam o Movimento a atos violentos. O jornal\u00a0<em>O Estado de S.Paulo<\/em>, por exemplo, teve 72 publica\u00e7\u00f5es analisadas desde a instala\u00e7\u00e3o da CPI, no dia 17 de maio. At\u00e9 31 de julho deste ano, 61% das mat\u00e9rias citaram atos violentos, sendo que em 84% delas o MST era acusado de ter cometido viol\u00eancia. J\u00e1 o portal\u00a0<em>R7<\/em>\u00a0trouxe, em 54% de sua cobertura, acusa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia supostamente cometida pelo Movimento.\u00a0<\/p>\n<p>Apesar de pol\u00edticos e empres\u00e1rios ligados ao agroneg\u00f3cio (e reverberados pela m\u00eddia comercial) constru\u00edrem historicamente uma narrativa de que o MST comete crime ao \u201cinvadir\u201d propriedades, o resultado da CPI indica que nem mesmo os parlamentares oposicionistas acreditam nisso. Um exemplo \u00e9 que nenhuma ocupa\u00e7\u00e3o foi denunciada como ilegal pela Comiss\u00e3o, e a principal acusa\u00e7\u00e3o feita pelo relator Ricardo Salles (PL-SP) ao interpelar Stedile foi sobre poss\u00edveis irregularidades em assentamentos, cometidas por l\u00edderes locais. Um espectador desavisado poderia at\u00e9 imaginar que o relator apoiava as ocupa\u00e7\u00f5es e estava preocupado com os trabalhadores e as trabalhadoras sem terra dos assentamentos \u2013 ali\u00e1s, o pr\u00f3prio Stedile \u201cagradeceu\u201d a preocupa\u00e7\u00e3o, destacou a import\u00e2ncia da fiscaliza\u00e7\u00e3o e disse que o pr\u00f3prio Movimento era o maior interessado em identificar e corrigir irregularidades.<\/p>\n<p>O representante do MST, com forma\u00e7\u00e3o em Economia, aproveitou a audi\u00eancia para dar uma aula sobre a explora\u00e7\u00e3o da terra no Brasil. A explana\u00e7\u00e3o, ainda que prolongada, capturou a aten\u00e7\u00e3o dos parlamentares, incluindo Ricardo Salles e o presidente da CPI, o coronel Zucco (Republicanos-RS), que o escutaram atentamente. Em sua explica\u00e7\u00e3o, Stedile ponderou a exist\u00eancia de duas correntes do agroneg\u00f3cio: uma que percebeu a necessidade de adotar um modelo com mais respeito ambiental e outra ala que ignora os preju\u00edzos futuros decorrentes do atual modelo predat\u00f3rio de explora\u00e7\u00e3o. Em ambos os casos, Stedile ressaltou que a financeiriza\u00e7\u00e3o faz com que bancos e investidores fiquem com a maior parte dos lucros atualmente comemorados pelos empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>Nada da \u201caula\u201d, que prendeu a aten\u00e7\u00e3o at\u00e9 dos oposicionistas, repercutiu na m\u00eddia. Os ve\u00edculos comerciais optaram por reproduzir a fala de Stedile afirmando que \u201co agroneg\u00f3cio burro est\u00e1 com os dias contados\u201d, como destacou a\u00a0<em>Folha de S.Paulo<\/em>\u00a0em sua manchete do dia 15 de agosto. O leitor que n\u00e3o acompanhou a CPI pode at\u00e9 interpretar como uma amea\u00e7a feita pelo l\u00edder do MST, quando na verdade Stedile explicou que esse fim previsto seria consequ\u00eancia dos pr\u00f3prios atos do setor do agroneg\u00f3cio que, segundo ele, visam ao \u201clucro f\u00e1cil\u201d e imediato.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 havia afirmado, Stedile n\u00e3o temia a ida \u00e0 CPI. Ali\u00e1s, o pr\u00f3prio Movimento fez quest\u00e3o de divulgar seu depoimento, ansioso pelo seu desempenho e oportunidade de fala. Posturado e calmo, observando tudo com uma ma\u00e7\u00e3 na m\u00e3o, Stedile fez piada, brincou com advers\u00e1rios e respondeu a todas as perguntas. Diferentemente de outros depoentes da CPI, que traziam respostas prontas ou mesmo recorreram ao direito de ficar calados, Stedile estava descontra\u00eddo, contrastando com a tensa manchete do Estad\u00e3o, divulgada um dia antes: \u201cGoverno prev\u00ea pris\u00e3o de St\u00e9dile e aposta corrida com oposi\u00e7\u00e3o para barrar relat\u00f3rio de Salles\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>A espontaneidade de Stedile, em determinado momento, trouxe algo que deve ter deixado muitos jornalistas contentes: a autocr\u00edtica. Indagado pelos deputados, ele discordou das manifesta\u00e7\u00f5es do MST na sede da Embrapa, em Pernambuco. Segundo ele, a ocupa\u00e7\u00e3o realizada no final de julho foi \u201cum erro\u201d, ponderando a autonomia do Movimento local e os motivos que levaram \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do ato. Pronto! A manchete j\u00e1 estava preparada e pouco importava o conte\u00fado das quase sete horas de depoimento.<\/p>\n<p>\u201cStedile admite na CPI que MST errou ao invadir \u00e1rea da Embrapa e prega autonomia \u00e0 gest\u00e3o de Lula\u201d; \u201cCPI do MST: Stedile diz que invas\u00e3o de \u00e1rea da Embrapa foi erro e que apoio ao governo n\u00e3o \u00e9 incondicional\u201d; \u201cAgro burro est\u00e1 com dias contados, e invas\u00e3o da Embrapa foi erro, diz St\u00e9dile na CPI do MST\u201d. Essas foram as manchetes publicadas, respectivamente, pelo\u00a0<em>Estad\u00e3o<\/em>,\u00a0<em>O Globo<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Folha de S.Paulo<\/em>\u00a0no dia 15 de agosto.<\/p>\n<p>Os diversos ve\u00edculos comerciais exploraram bastante essa fala de Stedile que, em partes, corrobora com o discurso contr\u00e1rio ao MST. Na cobertura da manifesta\u00e7\u00e3o na sede da Embrapa, as m\u00eddias comerciais n\u00e3o pouparam ataques ao Movimento, repetindo exaustivamente o termo \u201cinvas\u00e3o\u201d em suas mat\u00e9rias e priorizando fontes contr\u00e1rias ao MST, especialmente membros da Frente Parlamentar Agropecu\u00e1ria, ligada ao agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>De um modo geral, o destaque \u00e0 cr\u00edtica sobre o ato na Embrapa, as \u201camea\u00e7as\u201d a setores do agroneg\u00f3cio e a rela\u00e7\u00e3o do MST com o governo Lula foram os principais pontos abordados pela m\u00eddia comercial na cobertura do depoimento de Stedile. Temas pouco \u201cbomb\u00e1sticos\u201d para quem apostou que sua ida \u00e0 Comiss\u00e3o pudesse reanimar a CPI, que atualmente respira por aparelhos. Ao ignorar o debate travado entre Stedile e os parlamentares sobre o modo de explora\u00e7\u00e3o da terra no Brasil e focar nas supostas contradi\u00e7\u00f5es do Movimento, a m\u00eddia privada s\u00f3 reafirmou o seu olhar sobre a cobertura da CPI: em vez de aproveitar a oportunidade para debater quest\u00f5es ligadas \u00e0 reforma agr\u00e1ria, modelos de agroneg\u00f3cio e conflitos agr\u00e1rios, a imprensa optou por criminalizar o MST e associ\u00e1-lo ao governo Lula.\u00a0<\/p>\n<p>J\u00e1 que a CPI n\u00e3o identificou crimes cometidos nas ocupa\u00e7\u00f5es e investigou apenas meia d\u00fazia de den\u00fancias de irregularidades em assentamentos, n\u00e3o h\u00e1 muito para a m\u00eddia comercial e os deputados de oposi\u00e7\u00e3o explorarem. Isso explica a raz\u00e3o de o relator da CPI, Ricardo Salles, n\u00e3o pedir sua prorroga\u00e7\u00e3o. Pelo andar da carruagem, a Comiss\u00e3o pode inclusive acabar antes da data prevista.<br \/>\u00a0<\/p>\n<p><em>*Alex Pegna Hercog \u00e9 comunicador social e integrante do Intervozes \u2013 Coletivo Brasil de Comunica\u00e7\u00e3o Social.<\/em><\/p>\n<p>** A s\u00e9rie Vozes Silenciadas \u2013 Quem quer calar a luta dos sem-terra? \u00e9 produzida pelo Intervozes \u2013 Coletivo Brasil de Comunica\u00e7\u00e3o Social. Coordena\u00e7\u00e3o: M\u00f4nica Mour\u00e3o. Pesquisa: Alex Pegna Hercog e Eduardo Amorim. Colabora\u00e7\u00e3o: Ol\u00edvia Bandeira e Pedro Vila\u00e7a.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/adclick.g.doubleclick.net\/pcs\/click?xai=AKAOjstbf18Hkshypbi9thnqkSp-NqB3oIt9KaQ7N9WFShbSZr3xalVuboUJ0ymAghqLLd3IZglSN5myfTyl2bdl03metNhvYcurf5Ba5Z7l1izix0_tFRYAUzuzqTAX4-tQajQYgBUNLlVunq7V5bWYvxJoK7FXbz5oovfQWBgvgrIm1s5403CREQdM&amp;sai=AMfl-YR5uHXZZbyp42QOQbropnaVoCA-ph4OPP8thtFm1MVgwDEmcosF5xmD798GCkq3Njz0cOPR-gEt-xvtrWxY8DlEhEAvyWjCTzteUQ&amp;sig=Cg0ArKJSzBGGMVPMxb3a&amp;cry=1&amp;fbs_aeid=%5Bgw_fbsaeid%5D&amp;urlfix=1&amp;adurl=https:\/\/petrobras.com.br\/70anos%3Futm_source%3Dbrasildefato%26utm_medium%3Ddark%26utm_campaign%3D_ogilvy_70-anos_70anos_alcance_BrasilDeFato_inovacao_display_brasildefato_others_70-anos_audience_n\/a_dark_others_gif_300x114_mobile-e-desktop_cpm_20238_inovacao_ogilvy%23000433\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><\/a><\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/2023\/08\/22\/stedile-na-cpi-do-mst-o-que-a-midia-comercial-viu\/\">Stedile na CPI do MST: o que a m\u00eddia comercial viu?<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/mst.org.br\/\">MST<\/a>.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u200b\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Alex Pegna Hercog Do Intervozes A chegada de\u00a0Jo\u00e3o Pedro Stedile \u00e0 \u201cCPI do MST\u201d\u00a0foi marcada por um cortejo. 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